Menina-Moça
Joia mesmo
escondida
Escambo...
pedaço de pão,
Depois
transformada, polida...
Lapidada pela
imaginação...
Hoje se sente
usada,
Já sabe o que é
sofrer...
Tristonha se
sente cansada,
Não sabe sequer
escrever...
Menina se torna
moça...
Brincando de ser
mulher,
Lembra-se de
quando criança...
Rainha do
cabaré,
Viveria cheia de
mimos,
Chamego e
rapapé...
Vê-se em
desarrimo,
Nem mesmo um cafuné...
Migalhas e uns
trocados,
Deixados no
criado mudo...
Parceiros sujos,
drogados,
Acham-se o dono
do mundo...
Refresca a pele
ainda nua,
É chegada a
primavera...
Cheiro de flores
na rua,
Mais um dia de
guerra...
Sorriso ainda
disperso,
Criança nada
inocente...
Gesto muito
perverso,
Iludindo um
tanto de gente...
L.Oliveira
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