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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Hoje


Hoje

Hoje um novo olhar,

Menina moleca, senhora...

Vidas e vidas passadas,

Tempos... Lembranças de outrora,

 

Sinto-me livre a sonhar,

Sonhos e sonhos... Saudade,

Noites seguidas a vagar...

Carícias de Amor, felicidade...

 

Olhar às vezes perdido,

Hoje aceso novamente...

Coração dispara, nutrido,

Cheio de amor, finalmente...

 

A espera torna-se longa,

Horas, semanas, meses...

Ansiedade toma conta

Lágrimas e risos às vezes,

 

O choro preencheu o vazio,

Há tempos esperei ouvir...

Corre... livre  pelo casario,

Chora sem nada sentir...

 

Criança correndo, sadia,

Cresce brincando, corada...

Não se preocupa, só brinca,

Sempre querida, amada...

 

Jovem, dona da verdade,

Levada pela emoção...

Menina-moça, saudade,

Caminhos do coração...

 

Choros, rostos tisnados...

Amigas, sorrisos, razão,

Filhas e netas, cuidados...

Nova vida, nova paixão!

                                                     L.Oliveira

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sonho bom...


Sonho bom...

 

Há quem viva a suspirar,

Quem não dê nem atenção...

Apaixonados a sonhar,

Entregam-se por paixão...

 

Amor e ódio, eternos irmãos,

Caminham lado a lado...

Bagunçando o coração,

Que sofre dilacerado...

 

Tentam sempre perturbar,

Jogos de amor e sedução...

Vivem a machucar,

Qual tem compaixão?

 

Nesta eterna batalha,

Dizem-se triunfantes...

Saltam sob as muralhas,

Nada mais é como antes...

 

Vencedor e indeciso,

Vibra feliz, sem ter razão...

Talvez fosse preciso,

Arrancar o coração...

 

Todos saem perdendo,

Nesta guerra de horror...

Tristes, sozinhos, sofrendo,

Sem ter nenhum clamor...

 

Chega a casa, abatido,

Procurando a amada...

Procura sem sentido,

Já saiu em revoada...

 

Foi buscar outros amores,

Já cansada desta guerra,

Perdeu todos os valores,

Encontrando a paz na terra...

 

Desperta ofegante,

Sonhos e pesadelos...

Pensou por um instante,

Que fossem verdadeiros...

                                         L.Oliveira

Folhas


Folhas

 

Tudo foi perfeito,

Flor tão linda preciosa...

Devia ser seu jeito,

Bela, simples, graciosa...

 

Folhas levadas ao vento,

Quebradiças e tortas...

Frio e fome ao relento,

Palavras incertas... Mortas...

 

Sou levado ao léu,

Por um sopro constante...

Quem sabe a caminho do céu,

Reconheça seu semblante...

 

Encontro nada brilhante,

Só me faz sofrer...

Retorno, ainda viajante,

Antes de padecer...

 

Seiva percorre as veias,

Hoje sem explicação...

Já não tenho os frutos,

Perdi toda razão...

 

 

Vento que sopra em vão,

Me leve pra longe daqui...

Não sou mais sua paixão,

Só me resta partir...

 

Sabemos que no céu,

Existem muitos jardins...

Encontrarei este meu mel,

Flor divina de jasmim...

 

Faria tudo novamente,

Flor tão linda... Imponente...

Só pra sentir teu perfume,

Morreria... Simplesmente...

                                                L.Oliveira

Loucos


Loucos
 
 
Loucuras do dia a dia,
 
Raios de Sol inconstante,
 
Noite escura sombria,
 
Desconhecido, relutante...

 

Alento muito ofegante...

Dispensa todo cuidado,

Choque de mundos, errante...

Violento, amarrado, açoitado,

 

Enfadado de tanto abandono,

Segue como demente...

Vive a margem... sem dono,

Escarnecem, zombam da gente.

 

Loucos apaixonados...

Postam-se em sacrifício...

Dormem e sonham acordados,

Atiram-se no precipício,

 

Sem medo de errar,

Encontram a paz desejada...

Dementes se põem a gritar

Andarilhos na madrugada...

 

Asilado, sem esperança,

Extasiado de sua clausura...

Lúdico... vira criança,

Aguarda o milagre da cura...

                                                     L.Oliveira

 

Almas


 

Almas

 

Mortas ou vivas, imortais...

Caridosas, queridas...

Sonhos, tormentos e paz...

Banidas, sofridas, acolhidas,

 

Segredos d’alma, da gente,

Perdidas, penadas, salvas...

De cão ou gato, de bicho doente...

Perversas, boas ou más...

 

Cores d’alma, da vida,

Submissas, escravas, libertas...

Vidas e vidas, veneradas,

Caminhos d’alma, dos rios e ventos...

 

Cheiro d’alma, sensação...

Lágrimas e lamentos...

Gritos de dor, de medo, paixão,

Limpas... Leves... Lindas...

 

Temores, cansaço... Solidão,

Pedaços de alma vendidos,

Corpos vazios comprados...

Vidas e almas em vão.

                                                  L.Oliveira

 

Sereias


 

Sereia’s

 

Corpo de sereia, olhar cativante...

Voz contida, imersão...

Temor de qualquer navegante,

Seguir seus lábios na imensidão...

 

Quem me dera um dia sentir,

Ver e ouvir Janaína...

Sei que terei que seguir,

Perder-me no seu jeito de menina...

 

Verdade, mentira, excitação...

Chorando querendo voltar,

A vida perdeu a razão...

Sem seu colo, não posso ficar...

 

A alma se rende aos encantos,

Duma sereia encantada...

Sem você... Olhos em prantos,

Despeço-me desta jornada!

                                  L.Oliveira

 

Menina Moça...


 

Menina-Moça

 

Joia mesmo escondida

Escambo... pedaço de pão,

Depois transformada, polida...

Lapidada pela imaginação...

 

Hoje se sente usada,

Já sabe o que é sofrer...

Tristonha se sente cansada,

Não sabe sequer escrever...

 

Menina se torna moça...

Brincando de ser mulher,

Lembra-se de quando criança...

Rainha do cabaré,

 

Viveria cheia de mimos,

Chamego e rapapé...

Vê-se em desarrimo,

Nem mesmo um cafuné...

 

Migalhas e uns trocados,

Deixados no criado mudo...

Parceiros sujos, drogados,

Acham-se o dono do mundo...

 

 

Refresca a pele ainda nua,

É chegada a primavera...

Cheiro de flores na rua,

Mais um dia de guerra...

 

Sorriso ainda disperso,

Criança nada inocente...

Gesto muito perverso,

Iludindo um tanto de gente...

                                                     L.Oliveira

Perdidos



Perdidos

 

 

Vagam por caminhos desconhecidos

Confusos não sabem de nada...

Encontrando velhos conhecidos

Perdidos nessa jornada,

 

Noites e noites sozinho,

Um cão somente me guia

Roupas sujas, desalinho...

Seus olhos, minha alegria,

 

Almas banidas, confusas,

Sequer sabem da morte...

Enxergam numa difusa,

Caminho da própria sorte,

 

Chegam ao seu destino,

Não se esquecem dos atos...

Olhar caçador... Felino...

Alimentam-se dos novos fatos,

 

Promessas conduzem a jangada,

São anjos e demônios  agora...

Sorriem e zombam de todos

Espalham-se pelo mundo afora...

                                                            L.Oliveira

 

Juras


Juras

 

Saudade é na verdade,

Descuido do coração...

Não vê, nem tem maldade,

Engana-se, perde a razão.

 

Tocar, sentir o calor,

Desculpas que lhe convém...

Juras e juras de amor,

Que não vale um vintém...

 

Juras por todos os Deuses

Em tudo se faz presente...

Mas quando a jura é falsa,

O tempo logo desmente...

                                                                       L.Oliveira