Vidas e vidas...
Vidas divididas,
Palavras ao vento...
Profanas e perdidas,
Profanas e perdidas,
Desgaste do tempo,
Fúria ao
relento,
Troca de
amores...
Choro e lamento,
Perdeu seus
valores...
O ciclo não
para,
O tempo é o
juiz...
Ferida não sara,
Fingindo ser
feliz...
Bocas... corpo e
alma,
Pedaços e cacos
ao chão...
Dor de amor,
d’alma,
Pranto e
aflição...
Procura sua
metade,
Transforma-se
por completo...
Encontros,
mentira e verdade,
Muda a linguagem,
dialeto...
Vida levada ao
avesso,
Esta passa
veloz...
Tralhas sem valor nem apreço,
Nunca desfazem os nós...
A diversidade atrai,
Caminhos tortos
distantes...
Casos e contos
demais,
Nada será como
antes.
Bicho que vive
no mato
Fera, algoz
destemida,
Perdida sem rumo
nem trato,
Lambe a própria
ferida...
O acaso sempre
convém
A caça se vê
abatida,
Sacia-se como
ninguém,
Embriagada,
nutrida...
Eis que chega o
fim...
Lágrimas que
pouco convém,
Olhar perdido na
vida
Olha ...não tem ninguém!