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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Mosaico"


Mosaico

 

Coração destruído, dilacerado,

Pedaços espalhados, perdidos...

Segredos nunca revelados,

Sonhos e sonhos, banidos...

 

Vive sua rotina,

Pulsa sem pretensão...

Sangra, segue a sina,

Sobrevive sem razão...

 

Senda de espinhos...

Pedaços e cacos no chão,

Retalhos e farpas, destinos...

Formas sem exatidão,

 

Buscando em cada olhar

Encaixe perfeito, paixão...

Uma forma de se juntar

Corpo, alma e coração...

 

Encontro de cores e amores,

Provoca paz e guerra...

Desejo, chão e flores,

Mosaico da vida na terra...

                                                    L.Oliveira

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"Loba"

Loba

Vida comum, dedicada,
Casa, filhos, marido...
Fêmea, fera indomada,
Corpo ardente, desejo contido...

Cai à noite... Faz-se caçadora,
A porta se fecha, não precisa se esconder,
O fogo arde às entranhas, sedutora...
O calor salta do íntimo, sabe envolver,

Uma fera devassa, indomada,
A loba sai à caça, predadora...
Sai procurando uma presa,
Como não importa, pecadora...

Caminha devagar, faz-se amada,
A vítima se aproxima sem demora...
Parque escuro, devesa,
É abatida, usada...

Leva pra casa as memórias, retorna à matilha,
Com suor e cheiro de sexo, embriagada...
Alimentam a loba, saciada pós-guerrilha,
Satisfeita por instantes,
 Só por hoje... Saciada...
                                                                                        L.Oliveira


"Veneno"

Veneno

Paixão, fogo arrebatador e fugaz,
Dor que não tem remédio
Inflama o peito,aquece,satisfaz...
Consome a alma... Martírio,

Acoplam-se exaltados...
Agitam-se num estremecer incontido
Ultrapassam as escarpas do êxtase...
Exacerbado com pulsar acometido,

Peito sangrando, ferida tenaz
Sem antídoto, sem intermédio...
Suspira até não poder mais
Livre de qualquer assédio...

Ação devastadora...
Quando se desfaz, ócio e tédio,
Busca insana, norteadora...
Embriagado com o próprio remédio...

                                                                           L.Oliveira

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Moinhos"

Moinhos

Vejo-me atado, olhos na imensidão,
Ansiedade, surpresa, decepção...
Do desconhecido, sempre aversão,
Vivendo em especulação,

Ladeado de falsos amores,
Vida alheia, distorção...
Livrando-se da tentação
Paixão, ilusão, açores...

Enfrenta suas quimeras...
Com toda abnegação
Infundidos junto as feras,
Desencontros e traição...

Lúdico brinca com feras...
Sem nenhuma pretensão
Remanescentes as eras...
Corpo em propensão,

Ventos giram moinhos,
Preparam a provisão
Sonhos inúteis sozinhos...
Gerando a maior confusão.

                                                       L.Oliveira

"Maria's"

Maria’s

Mulher guerreira  valente,
Mãe, filha, amante...
Esposa, rainha, serpente,
Sofrida, amada, elegante...

Na face sorriso vibrante,
Suporta o fardo imponente
Corpo de forma ondeante...
Olhar de menina atraente,

Andar sempre apressado...
Pernas esguias, fulgente,
Menina-moça, passado...
Mulher nada  inocente,

Deveras ser um anjo...
Pele sedosa, jasmim,
Queria ser um arcanjo...
Levar te ia pra mim. 


                                L.Oliveira

"Noite"

Noite

A noite esconde amores,
 o silêncio desperta calafrios,
Traz consigo rumores
Medo e neblina, vazio...

Com ela vem a Lua,
Iluminando as flores,
Flores de todos... da rua,
Uma mistura de odores,

Gente e bichos noturnos
Transeuntes dispersos, temores,
Cheiros da noite, taciturnos...
No vento... sons assustadores,

Um sopro agoniza pelas calçadas
Lamento furioso, tempestade,
Procura abrigo nas enseadas,
Vento, noite e chuva... saudade...

                                                                  L.Oliveira

"Os 7"

Os “7”

Arde no corpo a luxúria

Gula sempre voraz,

Avareza, casta, penúria,

Inveja os amores feraz...

Soberba nada adiantaria,

Preguiça... Jamais,

Luxuria, talvez poderia...

Ira tem seus sinais,

Algum deste cometeria...

Por descuido ou distração,

Um dia  pagarás !

Com ou sem intenção...
  

                                                                                                                           L. Oliveira

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"Despedida"


Despedida

Os sons que me chegam aos ouvidos
Múrmuros, simples gemidos...
Anunciam a chegada da morte,
Uma vida entregue a própria sorte

Que o barqueiro que me levar...
Seja surdo, não me escute chorar,
Discreto, que tenha compaixão.
Para não sentir minha aflição

Ao chegar ao destino
Lembrarei quando menino
Sonhos e carícias de amor...

Sei que de hoje em diante
Talvez nem mais um instante
Esta vida não tenha valor...


                                                                                                           L. Oliveira

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"Friburgo Nova !"


Friburgo Nova!

Memórias me trazem lembrança,
Voltando a serrana Friburgo,
Na face sorriso sincero, eterno daquela criança...
                                                                                                            L.Oliveira

                                                    

"Invisível"

Invisível

Sigo sem ser notado
Invisível transparente,
Sempre apontado...
Vivo inversamente

Reciclo vidas... Gente...
Quando divisado,
Faço-me presente

Na rua não sou lembrado,
Tento ser proeminente
Deixando meu legado
Fui expulso brutalmente,

Comecei com um hausto,
Depois embriagado...
Encontro-me exausto
Somente acostumado,

Logo fui renegado
Os vícios me fizeram assim...
Nos rostos procuro um sorriso
Um dia lembre-se de mim...

Família, amigos, passado...
Hoje mais sapiente
Um pouco indomado
Menos inconsequente...

Vejo que não sou indiviso
Sempre estive a margem,
Estou muito interciso,
Aguardo a minha viagem...

                                             L .Oliveira

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Alcatéia"

Alcatéia

Vivemos como Lobos sozinhos...
  traiçoeiros, ferozes, distantes
  a procura das suas metades...
  paixão, amor, amantes... "

Ante garras da circunstância
Escolhi sinceridade...
Caso novo... Exuberância,
Descaso, desleixo, vaidade...

Momentos de repugnância
Medo e piedade...
Solitário, distante,
Procurando uma “Presa”

Vida às vezes tola...
Buscando saciedade
Mente e alma, liberta...
Surpreendendo a cada descoberta.
                                                                 L.Oliveira

"Desafios"

Desafios

A vida insiste em castigar...
Sempre a me por à prova
Espero uma boa nova,
Não posso recuar...

Notícias de um novo caminho,
Preciso de ti, não sigo sozinho
Mas tenho medo, disfarço,
Não vou mais chorar baixinho...

A distância faz sangrar
Corta feito bisturi,
Já não tenho asas pra voar

Sonhos irão me levar,
Só sei que perto de ti
Quero pra sempre “ficar”...
                                                         L. Oliveira